Xucuru-Kariri

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Em Palmeira dos Índios, também conhecido como Princesa do Sertão Alagoano, habita ainda hoje remanescentes índios dos Xucuru Kariri na Fazenda Canto, Serra da Boa Vista e Serra da Capela.

Índios Xucuru Kariri.
Capela Boa Vista no Território Xucuru Kariri.


Reconhecidos pelo Serviço de Proteção ao Índio, antigo SPI, hoje Fundação Nacional de assistência ao Índio – FUNAI. Os Kariris plantavam: milho, feijão,algodão,dormiam em redes; faziam cerâmica, correspondendo a louça Xucurus de Cimbres – PE. Os Kariris aos poucos foram se dispersando, devido a certas circunstancias como por exemplo: a perseguição pelos brancos. As famílias foram se constituindo em tribos menores, conservando ou perdendo suas tradições e, especialmente o idioma. Portanto, todas as terras de Palmeira são dos índios. Como o governo não pudesse indenizá-los, então em 1952 procurou através do Serviço de posto que é a atual Fazenda Canto.


O terreno dos Kariris de Palmeira foi delimitado no tempo do Império, através do auxilio de D. Maria I. foi ela quem mandou demarcar as terras dos índios. Palmeira dos Índios fazia parte de uma sesmaria de 30 léguas, concedida pelo governador geral do Brasil ao Desembargador Cristovam de Burgos, em 1661, que depois veio pertencer ao Coronel Manoel da Cruz Villela. Com a morte do Imperador tudo se acabou, o governo federal da República de 1889 considerou extintas todas as aldeias de índios. Procurando aldeiar-se, preferiram muitos dos Kariris as plagas do sertão de Cimbres em Pesqueira e outros se fixaram na Serra da Capela, pertencente à sesmaria de Pernambuco, Santo Antonio e Garanhuns.


Apenas pouquíssimas palavras do vocabulário autóctone subsistiram, a crença saturada da literatura e dogmatismo cristãos. O pajé Miguel Celestino tem motivado seus irmãos de raça a renovarem a vivência espiritual dos antepassados. Os deuses nativos, os índios fecharam-se como ostras, escondendo a antiga crença. Ao ouricuri, ponto da crença indígena, nenhum branco pode entrar, nem mesmo suas próprias mulheres. Os xucurus-kariri reúnem-se semanalmente para o exercício religioso no terreiro (poró). Seu espírito de religiosidade é manifestado através de danças. O civilizado denominou danças de Toré, este nome não designa a coreografia ritual. Toré vem logo abaixo de EI-U-KÁ, senhor do mundo, criador de todas as coisas, esses o moreno Tupã, Alá, Jeová, ou Deus. É mulatis mutandi, Jesus do índio.


[editar] Referência

Ferramentas pessoais
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