Porto Real do Colégio

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Localização no estado de alagoas

Porto Real do Colégio é um município brasileiro do estado de Alagoas. Sua população estimada em 2007 era de 19.314 habitantes.

Tabela de conteúdo

[editar] Etimologia

Seu território, às margens do Opara, como era chamado o São Francisco, abrigava várias tribos indígenas: Cariris, Carapotás, Aconãs e Tupinambás, todas vivendo da caça e da pesca. Os bandeirantes, em busca de escravos, desarticularam a antiga vida tribal com sua cobiça. Os jesuítas vieram em seguida com o objetivo de catequizar os nativos e agrupá-los em uma aldeia central, por intermédio de um colégio onde ensinavam língua e religião. O colégio e o aldeamento ficavam próximos ao rio e de um porto à sua margem, protegidos pela coroa real portuguesa. Daí o nome.

[editar] Demografia

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Em 2009 foi contabilizado um Total da população de 19.314 pessoas, sendo 9.590 homens e 9.724 mulheres. E uma população urbana de 6.582 pessoas e população rural de 12.732 pessoas.


[editar] História

O povoamento de Porto Real do Colégio remonta aos meados do século XVII. Diferentes tribos de índios, entre estas as Tupinambás, Carapotas, Acoranes ou Aconãs e Cariris habitavam a região. Elas viviam da caça, pesca e da lavoura. Os bandeirantes da Bahia em demanda no Nordeste que desciam o rio São Francisco em companhia dos padres jesuítas, encarregados da catequese dos “gentios”, foram os primeiros civilizados a pisar o aldeamento que ficava à margem do grande rio, deixando aí o primeiro marco da civilização. Conta-se que esses bandeirantes e jesuítas adquiriram na referida região uma extensa faixa de terra a qual denominaram-se “Urubu-Mirim” para diferenciar de Urubu, hoje Propriá. Os jesuítas conseguiram aos poucos fixar as tribos indígenas nos arredores da sede, apesar das lutas travadas entre os Cariris, os Aconãs e os bandeirantes recém chegados à região.

Os jesuítas erigiram na povoação, no cimo de uma colina, uma capela rústica sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, em torno da qual começou a florescer o novo núcleo populacional. Nos meados do século XVII fundaram um convento e um colégio em frente a capela, hoje matriz de Nossa Senhora da Conceição, do lado sul da margem esquerda do rio São Francisco. Neste colégio, diz Pedro Paulina da Fonseca, no seu livro “Conventos em Alagoas”, ensinavam-se línguas; entre elas o latim.

De um modo geral, o povoamento de Porto Real do Colégio foi resultado da fusão das três raças que colonizaram o Brasil, o branco desbravador; o negro, elemento próprio para o trabalho agrícola e o índio, dono da terra. O nome verdadeiro deveria ser Colégio do Porto Real, pois o povoamento se originou do Colégio dos jesuítas que tinha o nome de “Real”. Há mesmo documento onde lhe é dada aquela denominação, como é o caso de Lei Nº 702, de 19 de maio de 1875, onde o vice-presidente da província das Alagoas, bacharel Felipe de Melo Vasconcelos, no artigo 1.º da citada Lei, diz, “fica criada a freguesia de São Brás desmembrada do Colégio do Porto Real…”

Filhos ilustres

Dr. Antônio Bernardes - Falecido em Belém do Pará no ano de 1909. Era bacharel e professor de extremo talento.

Dr. Olimpio Vieira Dantas - Professor, advogado e magistrado. Faleceu no estado do Pará em 1927. Teófanes Brandão - Professor do colégio D. Pedro II, no Rio de Janeiro, poeta, dentre os quais se destaca o denominado Trevas e Sóis. Faleceu na velha e histórica cidade de Penedo no ano de 1954.

Dr. José Cruz de Oliveira - Intelectual magistrado, nascido em 3 de maio de 1879 e falecido em 1955.

Dr. Ernani de Figueiredo Magalhães - Brilhante advogado.

Bispo D. Hildebrando Mendes Costa - Foi diretor e professor de várias escolas. Cursou teologia e filosofia.

Frederico Otto Kummer - Reconhecido Médico, Farmacéutico e Vereador local, nascido em Pernambuco, humildemente conhecido como “Seu Otta ou Otto”, dedicou metade dos seus 85 anos vividos ao povo comunidade, cuidando de todos por trás do balcão de sua Farmacia Osvaldo Cruz, sendo o único médico local. Em sua Homenagem foi lhe concebido uma Praça em seu nome na mesma cidade. Faleceu no final dos ano 80 em Colégio, sem assitência médica.

Dídimo Otto Kummer - Filho de "Seu Otta", seguiu os passos de seu pai, sendo um dos maiores dermatologistas do estado e membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, nasceu em 7 de fevereiro de 1947. Autor de vários livros, entre eles, Pequeno Dicionário Graciliânico; Faleceu na cidade de Maceió em 18 de setembro de 2005.

[editar] Geografia

[editar] Localização

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Micro-região: Penedo

Meso-região: Leste Alagoano

Distância da capital: 172,2 km

Município localizado no baixo são francisco, Porto Real do Colégio está entre Igreja Nova, São Sebastião, Feira Grande, Campo Grande, Olho D'água Grande, São Brás e banhado pelo Rio São Francisco.

[editar] Divisão Administrativa

[editar] Clima

O clima é do tipo Tropical Chuvoso com ver ão seco. O período chuvoso começa no outono/inverno tendo início em dezembro/janeiro e término em setembro.

[editar] Vegetação

A vegetação é predominantemente do tipo Floresta Caducifólia, com partes de Floresta Hipoxerófila.

[editar] Relevo

Patamares e Colinas Pré-Litorâneas e Tabuleiros Costeiros

[editar] Hidrografia

Região Hidrográfica do São Francisco

[editar] Política Municipal

Prefeitos

Joaquim Ferreira Barbosa (1931);

Serapião Rodrigues de Macedo (1933-1934);

Luiz Mendonça (1934);

José Freire da Cruz (1934);

José Vieira Dantas (1934-1940);

José Resende (1940);

Boaventura Vieira Dantas;

Ademário Vieira Dantas (1947-1951);

Eulálio Alexandre Costa (1951-1955);

Ademário Vieira Dantas (1956-1961);

Edmundo Tojal Donato (1961-1966);

Edson Mendes Costa (1970-1973);

Francisco de Assis Silva (1973-1977);

João da Rocha Cruz (1977-1982);

Francisco de Assis Silva (1982-1988);

José Reis do Nascimento (1988-1992);

Edinaldo Farias dos Santos (1992-1996);

José Reis do Nascimento (1996-2000);

Eval de Oliveira(2000);

Eraldo Cavalcante Silva (2001-2004);

Eraldo Cavalcante Silva (2005-2008);

José Reis do Nascimento (2008);

Maria Rita Bonfim Evangelista (2009-);



Hino de Porto Real do Colégio



Gloriosa cidade tão bela

Porto Real do Colégio,

Berço eterno dos filhos da terra

Que te amam e não te esquecem jamais.

Tua história queremos cantar

Com a ajuda dos tupinambás

Majestosa cidade querida

És celeiro, semente da vida.

Jesuítas e os bandeirantes

Aos índios se deram às mãos.

Entre às margens do rio São Francisco

Um colégio se ergueu neste chão

Para formar os seus filhos nativos

No saber e na religião.


Salve, salve, ó Porto Querido

Tão real do Colégio se fez;

Acolhendo D. Pedro II

Em teu seio materno uma vez...


Terra mãe que alimenta seus filhos

Com a riqueza que vem de desse chão,

Suas águas, seus campos e vales

São celeiros da pesca e do pão.

Teu cenário foi Deus quem criou,

Pôr do sol do mais belo explendor

E seus filhos teu nome engrandece

Pela arte que a terra oferece;

Teus folguedos e tradições

São herança de várias nações;

Teu passado de glória se faz

Tradição que vem dos nossos pais;

És cidade de grande progresso

És meu Porto Real do Colégio


Salve, salve, ó Porto Querido

Tão real do Colégio se fez;

Acolhendo D. Pedro II

Em teu seio materno uma vez...


Ó cidade de grande beleza,

De um povo que tem devoção,

Que venera como padroeira

A imaculada Conceição.

Tua igreja neste solo surgiu

Majestosa às margens do rio,

E o convento dos frades irmãos

Fez da terra um povo cristão.

Tuas palmeiras são belas demais,

Relembrando os tempos reais

De um povo que fez desta terra

Entre todas as cidades mais bela.

Ó pedaço dourado do chão

Da imaculada Conceição.

[editar] Indicadores sócio-econômicos

[editar] Saúde

Em 2009 eram 12 de saúde, sendo todos os 12 públicos municipais.

[editar] Educação

Cerca de 4.000 matrículas foram feitas no município no ano de 2009.

[editar] Produção Agrícola

De acordo com o IBGE, a atividade agrícola do município de Porto Real do Colégio é contabilizada de acordo com a quantidade de: Arroz, banana, batata-doce, Cana-de-açucar, feijão...

No quadro ao lado, podemos analisar a produção dos referidos gêneros no município de Porto Real do Colégio, entre os anos de 2003 e 2008.

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[editar] Produção Pecuária

De acordo com o IBGE, a atividade pecuária do município de Porto Real do Colégio é contabilizada de acordo com a quantidade de: Asininos, Bovinos, Suinos, Equinos...

No quadro ao lado, podemos analisar a produção dos referidos gêneros no município de Porto Real do Colégio, entre os anos de 2003 e 2008.

Arapiraca pecuaria.png

[editar] Comunicações

[editar] Transportes

Frota

Automóvel - Tipo de Veículo 190 Automóvel

Caminhão - Tipo de Veículo 9 Caminhão

Caminhão trator - Tipo de Veículo 0 Caminhão Trator

Caminhonete - Tipo de Veículo 29 Caminhonete

Micro-ônibus - Tipo de Veículo 20 Micro-ônibus

Motocicleta - Tipo de Veículo 360 Motocicleta

Motoneta - Tipo de Veículo 25 Motoneta

Ônibus - Tipo de Veículo 15 Ônibus

Trator de rodas - Tipo de Veículo 0 Trator de rodas

[editar] Cultura

Música

Diversas bandas e artistas regionais locais que se apresentam geralmente nas festas juninas da região.

Coral da Igreja, com 8 componentes, se apresenta nas missas e festas religiosas.

Artesanato

Madeira - artesanato indígena da aldeia Kariri-Xocó (cachimbos peças decorativas e enfeites);

Coco/Semente/Osso - peças decorativas, enfeites e adornos (indígena);

Linhas/Bordados/Tecidos - redendê, ponto de cruz e crochê;

Palha - peneiras, vassouras, espanadores;

Cipó - balaio, cestos, armadilhas de pesca;

Barro - cerâmica indígena pintada com "Tauá" (espécie de calcário utilizado nas pinturas de potes, moringas, pratos e panelas).

Artes Plásticas

Os artistas mais conhecidos na cidade são:

Múcio Neimayer (pinta telas e faz caricaturas)

Orlando Santos (trabalha com óleo sobre tela, tem no Cubismo sua maior característica, reside atualmente em Maceió)

Antônio Jorge Maia (pintor, escultor e arquiteto, já falecido)

Antônio Januário (escultor e pintor, autor da bandeira do município, já falecido).


Folclore

Folguedos e danças - Danças indígenas, coco e quadrilhas juninas.

Os índios Kariris comemoram com festas as datas de 25 de janeiro e 23 de junho, dançando o toré e cantado pelas ruas da cidade.

Poesia/Música

Poesia - Ronaldo (Pereira) de Lima nascido em Porto Real do Colégio, Alagoas, em 1974. Escritor, editor de algumas obras como:

Porto Literário na versão impressa e on-line [6]

Colabora com o jornal on-line Tribuna da Praia [7] de Pirambu, SE;

É autor dos livros Ás margens do rio rei (aspectos históricos, geográficos e culturais do município);

Agonia Urbana (livro de prosa poética lançado na IX Bienal Internacional do Livro da Bahia em 2009);

Co-autor e organizador de A Minicoletânea de Escritores Colegienses (prosa e poesia), O lugar da poesia e da prosa e Ritmo Vital (antologias).

Possui obras publicadas em alguns jornais literários impresos, regionais e literários on-line.

Música - Dois garotos do povoado Gila são vistos freqüentemente nos dias de feira, tocando e cantando repentes e modas de viola.

Crenças Populares

Dona Marieta, da aldeia Kariri-Xocó, recebe um grande número de pessoas da cidade e povoados vizinhos para os "trabalhos de curas".

Lendas

A lenda mais conhecida é a do "Nego d'Água", que assusta os pescadores com o objetivo de proteger os peixes do rio.


Festas populares

Carnaval - (calendário oficial brasileiro);

Festas juninas - São as mais animadas do município, com apresentação de quadrilhas e outros folguedos da época, realização do Forró Real, já tradicional no município, com sete noites de forró.

Festa da Paixão de Cristo - com a realização de 3 procissões, inicia na quarta-feira e termina no Sábado de Aleluia. [editar] Gastronomia

Comidas Típicas - Peixada; Buchada de bode feita Dona Adalgisa e Nóia, famosas cozinheiras da Cidade.

Outras - Tapioca, pé de nego, arroz doce, mungunzá, bolos e doces.

As pessoas mais conhecidas da cidade na confecção de bolos e doces são: Dona Hilda, Seu Osório e Dona Julieta, que vendem seus produtos na feira livre e durante a semana, de porta em porta.

Datas comemorativas

7 de Julho - Emanicipação política do município;

16 de Agosto - Dia do Glorioso São Roque (padroeiro);

16 de Setembro - Emanicipação política do estado de Alagoas;

8 de Dezembro - Dia de Nossa Senhora da Conceição (padroeira).

[editar] Figuras Ilustres

Antonio Bernardes - Bacharel e Professor

Olímpio Vieira Dantas - Advogado e magistrado

Teófanes Brandão - Professor do Colégio D.Pedro II, no Rio de Janeiro

José Cruz de Oliveira - Magistrado e Escritor

Firmo de Castro - Político

[editar] Religião

Predomina o catolicismo, com a realização de missas, novenas, terços, procissões e festas religiosas. Os cultos evangélicos e afro-brasileiros fazem parte da religiosidade da população.

[editar] Esportes

FUTEBOL NA TRIBO


Vivendo na cidade de Porto Real do Colégio, os jovens indígenas conheceram o futebol em 1950. Os brancos fundaram um Clube de Futebol Colegiense, destacando o índio Miguel Queiroz, filho do Pajé Suíra de nossa aldeia, como o melhor jogador do município,tornando-se conhecido em todo o estado. O Clube Colegiense parou de competir nos campeonatos de futebol amadores da região, criaram outra equipe esportiva, o time do Cruzeiro em 1969. Nesta equipe da cidade jogava muitos indígenas : Antônio Frade, Antônio de Cícero , Ernane, Gilvan, no time principal. Em 1975 já com bastante jogadores, sem atender a demanda dos atletas, os índios fundaram o Kariri Esporte Clube, só de indígenas, tendo como primeiro Presidente o índio Pilão. O Kariri disputou nos municípios circunvizinhos,campeonatos e torneios, sagrando Campeão na cidade de São Brás em 1977. A parti de 1980, os índios criaram outra equipe de futebol, O Guarani Futebol Clube, formando mais mais um time na aldeia. O Guarani disputou três campeonatos municipal em Porto Real do Colégio, tornando-se bicampeão 2002, 2005 e Vice-Campeão em 2001. Na Aldeia Kariri-Xocó tem várias equipes de futebol: Kariri Esporte Clube, Esporte Clube Guarani, Familiense, Associação Desportiva de Veteranos e Esporte Clube Artistas. Essas equipes jogam em cidades do interior de Alagoas e Sergipe, com times de futebol amadores. Para aumentar laços de amizade, jogam em outras aldeias indígenas: Fulni-ô, Tinguí-Botó, Xucurú-Kariri, Cocal, Karapotó, Xocó e Pankararu. Na tribo temos um campo de futebol, cada tarde uma equipe treina. Todas as equipes respeita a tarde do outro time de futebol, a comunidade Kariri-Xocó, gosta do esporte. Nhenety Kariri-Xocó.

va toma no cu se não achou oq queria Índios Online

[editar] Ver também

Porto Real do Colégio

[editar] Vídeos

[editar] Referências

Índios Online

IBGE-Censo2010 Demográfico

WikiPédia

Municípios Alagoanos – Douglas Apratto Tenório: historiador – Rochana Campos: Geógrafa – Cícero Péricles: Economista – Maceió: Instituto Arnon de Mello, 2006

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