Marechal Deodoro

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Marechal Deodoro é um município brasileiro do estado de Alagoas. Sua população em 2010 era de 45.590 habitantes de acordo com último censo realizado pelo IBGE.

Bandeira de Marechal Deodoro
Localização no estado de Alagoas
Cidade de Marechal Deodoro
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Tabela de conteúdo

[editar] Etimologia

Marechal Deodoro é um dos sítios históricos mais importantes do estado. Em 1591, já estava consolidado o seu núcleo urbano inicial, conquistado dos Caetés. Foi sede da comarca e capital da Província. Berço de alagoanos ilustres como Tavares Bastos, Alexandre Passos, Melo Morais e Rosalvo Ribeiro, e também do clã dos Fonseca: Major Manoel Mendes, a matriarca D. Rosa; os filhos e, dentre eles, o mais notável, o Marechal Deodoro da Fonseca. Além de berço de Deodoro da Fonseca, foi a primeira capital de Alagoas. O nome da cidade é uma homenagem ao proclamador da República brasileira. Após a instalação do novo regime, em 15 de novembro de 1889, a velha Alagoas passou a ter a atual denominação. Antes era conhecida como Vila da Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, ou simplesmente, Madalena.

[editar] Demografia

Total da população: 45.994 pessoas. Dividindo-se em 22.705 homens e 23.289 mulheres.


Total da população urbana: 43.406 Total da população rural: 2.588

[editar] História

Foi fundada em 1611 com o nome de povoado de Vila Madalena de Sumaúna. Servia para proteger o pau-brasil do contrabando e da ação de piratas e outros ladrões. O município foi criado em 1636, sendo a vila designada por Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul. Em 1817 passou a capital da capitania de Alagoas, criada nesse ano, sendo o nome da vila alterado para Alagoas. Em 1823 foi elevada a cidade. A capital da província de Alagoas passou para Maceió em 1839. O nome da cidade foi alterado para o actual no ano de 1939, em homenagem ao Marechal Deodoro da Fonseca, alagoano que foi o primeiro presidente da república do Brasil.

Em 16 de setembro de 2006, dia da emancipação política de Alagoas, foi considerada pelo Ministério da Cultura como Patrimônio Histórico Nacional, em virtude do seu passado e de ter sido berço do Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da República Brasileira.

[editar] Deodoro da Fonseca

Presidente do Brasil - de 15/11/1889 a 25/02/1891 e de 25/02/1891 a 23/11/1891 Marechal Deodoro da Fonseca 5/8/1827, Marechal Deodoro, Alagoas 23/8/1892, Rio de Janeiro, RJ

Deodoro da Fonseca

Marechal Deodoro nasceu na cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro, em Alagoas, no dia 5 de agosto de 1827 e estudou em escola militar desde os 16 anos. Em 1848, aos 21 anos, integrou as tropas que se dirigiram a Pernambuco para combater a Revolução Praieira e participou ativamente de outros conflitos durante o Império, como a brigada expedicionária ao rio da Prata, o cerco a Montevidéu e da Guerra do Paraguai.

Ingressou oficialmente na política em 1885, quando exerceu o cargo de presidente (equivalente ao atual de governador) da província do Rio Grande do Sul. Assumiu a presidência do Clube Militar de 1887 a 1889 e chefiou o setor antiescravista do Exército. Com o título de marechal, Deodoro da Fonseca proclamou a república brasileira no dia 15 de novembro de 1889 e assumiu a chefia do governo provisório.

A primeira constituição republicana estabelecia que as eleições no Brasil seriam diretas e que o presidente e seu vice seriam eleitos pelo voto popular. Entretanto, determinava também que, em caráter excepcional, o primeiro presidente e o primeiro vice seriam eleitos indiretamente, isto é, pelo Congresso Nacional. Foi o que aconteceu. No dia seguinte à promulgação da Constituição, o Congresso elegeu de forma indireta os marechais Deodoro da Fonseca para presidente e Floriano Peixoto para vice-presidente, em 25 de fevereiro de 1891.

O governo do Marechal deveria terminar em 1894, mas o período registrou sérios problemas políticos e econômicos. A política econômica, que tinha como ministro da Fazenda Rui Barbosa, foi marcada pelo "encilhamento", que se caracterizou pelo incentivo à emissão de moeda por alguns bancos e pela criação de sociedades anônimas. Como resultado, houve forte especulação financeira e falência de bancos e empresas.

A formação de um novo ministério liderado pelo barão de Lucena, político vinculado à ordem monárquica, a tentativa de centralização do poder e às resistências encontradas no meio militar conduziram o país a uma crise política, que teve seu ápice na dissolução do Congresso Nacional. Ao mesmo tempo crescia no meio militar a influência de Floriano Peixoto, que também fazia oposição a Deodoro juntamente com as forças legalistas que levaram à renúncia de Deodoro da Fonseca em 23 de novembro de 1891.

Origem

Depois do descobrimento do Brasil pelos portugueses, os franceses começaram a se interessar pelo pau-brasil. Aportaram, então, numa praia perto da mata, onde hoje está situada a Praia do Francês, no atual município de Marechal Deodoro, e passaram a contrabandear a madeira com a ajuda dos índios Caetés.

Com o objetivo de defender a sua nova colônia, a Coroa Portuguesa dividiu o país em 15 lotes, ou Capitanias Hereditárias, que eram entregues a donatários que tinham o direito de guardá-la militarmente, fundar vilas e povoados. Tinham a obrigação, porém, de pagar impostos à Coroa.

Coube a Duarte Coelho Pereira a Capitania de Pernambuco, que continha o território do que hoje é o Estado de Alagoas.

O donatário, resolvendo pôr fim ao contrabando do pau Brasil, combateu os franceses e todos os índios que os ajudaram. Fazendo, desta forma, inimizade com os Caetés.

Em 1554, acreditando está tudo sob controle, Duarte Coelho foi a Portugal, vindo a falecer lá. Quando tomaram conhecimento da morte do donatário, os Caetés começaram a atacar os povoados. Foi num desses ataques que os índios antropófagos mataram e comeram o Bispo D. Pero Fernandes Sardinha, que tinha naufragado no Rio Coruripe.

Capitania dividida em Sesmarias

A Capitania começou a desenvolver-se com o plantio de cana-de-açúcar, o que levou ao aparecimento de muitos engenhos. Em pouco tempo foi necessário reordenar a capitania, dividindo-a em sesmarias.

A Sesmaria de Madalena ficou sob a responsabilidade de Diogo de Melo e Castro, e tinha os seguintes limites: cinco léguas do litoral da Pajuçara, ao Porto do Francês, com sete léguas de frente a fundos para o Sertão e mais quatro léguas da boca do Rio Paraíba.

Mas, não cumprindo as regras de povoamento da sesmaria em cinco anos, o primeiro sesmeiro perdeu a concessão, sendo substituído por Diogo Soares da Cunha. Esse fundou a vila denominada Madalena de Subaúma, deixou-a aos cuidados do Capitão-mor Henriques de Carvalho, e voltou para Portugal. Foi então que seu filho, Gabriel Soares da Cunha, assumiu a chefia do patrimônio, com o título de Alcaide-mor de Madalena.

A vila começou a desenvolver-se onde hoje é o bairro de Taperagua, uma planície em volta ao Rio Sumaúma e a Lagoa Manguaba. Um lugar de visão privilegiada permitia que o inimigo fosse vigiado.

Em 1630, os holandeses invadiram a Capitania de Pernambuco, mas mesmo assim a sesmaria de Madalena de Subaúma crescia, tendo a agricultura como principal fator de desenvolvimento. Muitos engenhos surgiam e já era fabricado e exportado o açúcar da região. Neste cenário, o quarto Donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte de Albuquerque Coelho, criou a Vila de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul.

Não tardou para que a Vila de Santa Maria Madalena se tornasse a mais desenvolvida da época. Foi então que passou a abrigar a sede da Comarca de Pernambuco.

Independência

Esta comarca teve 17 ouvidores, sendo o último António José Ferreira Batalha, o temido Ouvidor Batalha e, foi graças a sua administração o Rei D. João VI assinou o Decreto Régio que separou politicamente Alagoas de Pernambuco, no dia 16 de Setembro de 1817.

A situação econômica da recém criada capitania era destaque, principalmente de duas vilas: a de Alagoas da Lagoa do Sul (atual Marechal Deodoro) e Maceió.

Em oito de Março de 1823, num cenário de lutas para consolidar a independência do Brasil, a Vila de Alagoas recebeu o foral de cidade e passou a ser sede da capital da Província, sendo o primeiro Presidente Nuno Eugênio de Lossio e Seiblitz.

Em abril de 1838 Agostinho da Silva Neves assumiu a Província e, no ano seguinte, transferiu o cofre do tesouro para Maceió. Era o início da mudança de capital. Assim, no dia 9 de dezembro de 1839, foi sancionada a resolução legislativa 11, transferindo a metrópole para Maceió.

[editar] Geografia

[editar] Localização

Microrregião de Maceió faz limites com Pilar, São Miguel dos Campos, Satuba, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco e Oceano Atlântico. Está localizada há 9 metros acima do nível do mar, tem área de 363,3 km2. Sua economia baseia-se na cana-de-açúcar, na pesca, no coco e no turismo.

[editar] Divisão Administrativa

Marechal Deodoro-sede

[editar] Clima

Tropical Nordeste Oriental

Quente (média > 18º C em todos os meses do ano)

Úmido com 1 a 3 meses secos

[editar] Vegetação

Área antropizada

[editar] Relevo

Tabuleiros Costeiros

[editar] Hidrografia

Região hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental

O município é banhado pelas lagoas Mundaú e Manguaba e tem como atrativos naturais a Ilha de Santa Rita (maior ilha lacustre do país e área de preservação ambiental), a Prainha, a Praia do Saco (própria para o nudismo), a Bica da Pedra, o povoado de Massagueira e a conhecida Praia do Francês.

[editar] Política Municipal

Prefeito: MARECHAL DEODORO DA FONSECA


Bandeira


A Bandeira do município de Marechal Deodoro foi criada em 1977, através de uma comissão instituída pelo Prefeito Manoel Messias dos Santos. A comissão era composta pelas professoras Maria Cicera Rozendo, Mafisa Guimarães, Neuzalia Costa , Carmelita Souto, Irene Lúcia e o Professor Pedro Teixeira.

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Os mesmos constituíram a Bandeira Municipal e o Brasão de Armas com as seguintes características: Formato retangular, terceada nas cores vermelhas, azul e branco.

A cor Vermelho, significa a coragem, o sangue ilustre e a magnanimidade do seu povo, como o exemplo dos Fonseca.

O Azul, representa as cores do céu e do mar.

O Branco significa a pureza, a simplicidade e a paz.


Hino de Marechal Deodoro


Letra – Cônego João Leite

Música – Maestro José Ramos


Num crescendo de brilho sem par

Dardejando ao sol do saber

Alagoas vestuta vem dar

A nós outros seus leitos rever


Viverás Marechal Deodoro

Os teus filhos refeitos de glórias

Harpejando teu canto sonoro

Ficarás perenal na história


Da cultura qual berço farol

Tradições imortais apregoas

E nas terras cobertas de sol

Tu ostentas canais e lagoas


A Manguaba cultiva poesia

Todo um quadro ao longo emoldura

Debruçada o coqueiro irradia

Avivando o estendal da natureza


Quando a linda da fé assim quis

E nas pregas do ser vem surgir

O teu povo com alma feliz

Forja rico e bonito porvir


Brasão

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O Brasão de Armas deste município é constituído por um escudo, um forte, três tainhas, uma espada e uma pena.

O escudo era usado com fortes tradições nas Vilas e Capitanias de domínios portugueses. Tem referencia quanto à origem social, política e cultural das nossas origens.

O forte representa a existência do antigo forte localizado no ponto mais alto da cidade que servia para defesa da antiga vila de Santa Madalena.

As tainhas representam o fruto e o produto nobre que a nossa a nossa lagoa e canais oferecia em toda a sua extensão.


A espada, localizada no lado direito do escudo, significa a bravura do Marechal Deodoro da Fonseca.

E finalmente a Pena que fica localizada no lado esquerdo do escudo representa a inteligência de um filho também ilustre que destacou-se muito no cenários das letras que foi o Dr. Tavares Bastos.

[editar] Indicadores sócio-econômicos

[editar] Economia

De acordo com o IBGE, a atividade agrícola do município de Marechal Deodoro é contabilizada de acordo com a quantidade de: Banana,Cana-de-açúcar, Coco-da-baía,Laranja,Mandioca e Manga.

No quadro ao lado, podemos analisar a produção dos referidos gêneros no município de Marechal Deodoro, entre os anos de 2003 e 2008.

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De acordo com o IBGE, a atividade pecuária do município de Marechal Deodoro é contabilizada de acordo com a quantidade de: Asinino, bovino, caprino, codorna,coelhos, equinos, galinhas, galos, frangas, frangos, pintos, leite, mel de abelha, muares, ovinos, ovos de codorna, ovos de galinha, suínos e vacas ordenhadas..

No quadro ao lado, podemos analisar a produção dos referidos gêneros no município de Marechal Deodoro, entre os anos de 2003 e 2008.

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[editar] Saúde

Estabelecimentos de Saúde total 16 estabelecimentos

Estabelecimentos de Saúde público total 15 estabelecimentos

Estabelecimentos de Saúde público municipal 15 estabelecimentos

Estabelecimentos de Saúde privado total 1 estabelecimentos

Estabelecimentos de Saúde privado com fins lucrativos 1 estabelecimentos

Estabelecimentos de Saúde privado SUS 1 estabelecimentos

[editar] Educação

Ensino - matrículas, docentes e rede escolar 2009

Matrícula - Ensino fundamental - 2009 9.864 Matrículas

Matrícula - Ensino médio - 2009 1.823 Matrículas

Docentes - Ensino fundamental - 2009 290 Docentes

Docentes - Ensino médio - 2009 63 Docentes

[editar] Comunicações

[editar] Transportes

Frota 2009

Automóvel - Tipo de Veículo 2.114 Automóvel

Caminhão - Tipo de Veículo 174 Caminhão

Caminhão trator - Tipo de Veículo 10 Caminhão Trator

Caminhonete - Tipo de Veículo 286 Caminhonete

Micro-ônibus - Tipo de Veículo 79 Micro-ônibus

Motocicleta - Tipo de Veículo 728 Motocicleta

Motoneta - Tipo de Veículo 43 Motoneta

Ônibus - Tipo de Veículo 51 Ônibus

Trator de rodas - Tipo de Veículo 0 Trator de rodas

[editar] Cultura

Artesanato


Marechal Deodoro: sinônimo de interação entre natureza e a arte. O município mostra exemplos do que há de mais belo no artesanato, com as rendas como o labirinto e o filé, unindo a beleza das cores à suavidade dos fios.

A cada passo que se dá em Marechal Deodoro pode-se apreciar algum tipo de artesanato feito pelos moradores locais. Ora vê-se uma senhora sentada à porta de casa manuseando a agulha e a linha para produzir uma blusa de filé, ora encontra-se um artesão moldando tiras de palha para fazer uma cesta. Faz parte da tradição de cada família: os filhos aprendem com os pais, as filhas com as mães, tias ou avós. Definitivamente o artesanato está enraizado na cultura de cada família, tal como a música.

Para o visitante que chega e se encanta com as artes deodorenses, nada melhor do que visitar o Espaço Cultural Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul. Um prédio bonito, que dantes abrigava o armazém do arroz, foi recentemente restaurado e transformado num pólo, onde 183 artesãos dividem oito oficinas e vendem diretamente ao turista peças confeccionadas nos pontos tipicamente deodorenses, como filé, bilro, singeleza, labirinto, richeliê, além de ponto cruz, tricô, crochê. Outras peças ainda são feitas a partir do fuxico, mosaico e do trançado das titaras.

Nas mãos de habilidosas rendeiras, o bordado transforma-se num dos mais importantes trabalhos para a economia de Marechal Deodoro. E, percebendo a projeção que o artesanato deodorense alcança em todo o país e no exterior - e a importância que o mesmo representa para a cultura local - a administração municipal visa desenvolver iniciativas para reativar as antigas tradições artesanais. No próprio Centro Cultural, algumas ações já são viabilizadas neste propósito.

E, como prova da força do trabalho artesanal de Marechal Deodoro, as rendas confeccionadas no local ultrapassaram as fronteiras do país, com a beleza das cores e suavidade dos fios. Muitos dos artigos produzidos no município já podem ser encontradas em Miami e países europeus. É Marechal mostrando as cores de Alagoas para o mundo! Mas a produção artesanal deodorense não se limita aos fios coloridos das rendas. Embora ainda em pequena escala, o município conta com uma produção artesanal de instrumentos musicais, bonecos articulados de madeira e utensílios de pesca em geral. O fabrico de embarcações para pesca é facilitado pela boa adequação da jaqueira e mangueira, abundantes em todo o centro e arredores da cidade.

Ainda em Marechal Deodoro, mais especificamente no povoado de Barra Nova, o visitante pode encontrar um tipo de artesanato diferenciado, produzido em porcelana que mescla diferentes técnicas de pintura em vidro, e também na fundição de pedaços de vidro para a elaboração de painéis, vitrais, na ilustração de paredes e na confecção de objetos decorativos, conferindo também extrema beleza a objetos de uso diário como xícaras, pratos e tigelas.

Labirinto

Trabalho artesanal que consiste em desfiar um tecido esticado num tear, depois risca-se o desenho que dará forma à renda e começa-se então o bordado. Como o tempo de execução pode ser bastante demorado, algumas famílias dividem as etapas de cada peça de Labirinto.

Filé

Também executado num tear, o Filé inicia-se armando uma malha quadriculada, ao fundo, com um tecido que assemelha-se a uma rede de pesca. Com uso de linha de cor branca, compõe-se desenhos em barras estampadas.


Cultura de Marechal Deodoro


O município de Marechal Deodoro tem na cultura uma das suas mais fortes características. Das ruas da cidade soam acordes musicais como se cada pedra contasse um pouco de história, embalada pelo som das suas filarmônicas. As pessoas nascidas nesta terra têm nas mãos algo de delicado, próprio para o artesanato, para as rendas tão famosas.

É de Marechal Deodoro o famoso Nélson da Rabeca, músico virtuose que decidiu enveredar pela arte aos 60 anos de idade, depois de construir o seu próprio instrumento. Hoje, o ex-cortador de cana-de-açúcar viaja pelo País inteiro levando consigo a esposa, dona Benedita, sua rabeca e os ritmos que aprendeu na sua terra natal: baião, xote, xaxado e a marcha.

Mas a tradição artística do município não fica por aí. Andar pelas ruas do centro da cidade ou pelos povoados de Marechal Deodoro implica estar perto de exemplares típicos do artesanato alagoano, das rendas delicadas feitas pelas artesãs locais. Pontos como o filé e o labirinto são ensinados de mãe para filhas. E, os filhos, aprendem com os pais a arte de pescar ou o jeito ágil de moldar estátuas em argila ou madeira.

As tradições populares também são bem resguardadas em Marechal. Grupos folclóricos fazem questão de preservar folguedos como o pastoril, o coco-de-roda ou o guerreiro, a fim de mostrar aos visitantes e ensinar às futuras gerações a essência do povo das Alagoas.

A religiosidade é outro traço marcante do município. Além das suas belíssimas igrejas centenárias, as festas em honra de santos são um costume preservado ao longo dos tempos. A festa da padroeira Nossa Senhora da Conceição, por exemplo, tem tanto de religioso, quanto de teatral. Um espetáculo que leva, sem dúvida, os espectadores a uma viagem através dos séculos.

Respirar os ares do século XVII e XVIII pelas ruas estreitas e antigas da cidade é, sobretudo, penetrar nos cenários de importantes acontecimentos históricos. Entrar no clã dos Fonseca, a casa da família de Marechal Deodoro; no belíssimo Museu de Arte Sacra de Alagoas, com peças raríssimas e de grande valor para o patrimônio sacro brasileiro. Os casarões e as famosas igrejas completam uma preciosa arquitetura que pode ser apreciada na cidade que mereceu ser a primeira capital do Estado.


Folclore: mais uma das manifestações populares preservadas em Marechal Deodoro


As tradições populares são bastante cultuadas no município de Marechal Deodoro. Os folguedos, as bandas de pífanos e filarmônicas, a literatura de cordel, entre outros, dão vida renovada aos costumes seculares e têm a continuidade garantida pelas gerações mais novas.

Dentre os folguedos mais representados, destacam-se o pastoril, o guerreiro, as quadrilhas, as cavalhadas, o boi de carnaval, os bonecos de carnaval, o coco-de-roda, o toré, a chegança e as baianas. Este último merece destaque por ser composto por senhoras da terceira idade que esbanjam saúde e vitalidade nos ensaios semanais. Além disso, elas se organizam para confeccionar as roupas usadas nos espetáculos e fazer outros trabalhos manuais que, vendidos, geram receita em prol da associação da qual fazem parte.

Marechal é também uma cidade extremamente musical; são gerações de músicos que levam à frente a veia musical existente nos moradores. É raro encontrar uma família deodorense que não tenha pelo menos um membro envolvido com a música. Os folguedos mais expressivos ocorrem normalmente nas festas populares como o Carnaval, São João e Natal.

Grupos vestidos com roupas especiais se manifestam cantando a representação de um drama e, ao mesmo tempo, dançando. Em suas manifestações registram-se claramente, a poesia popular, o artesanato, a dança, as alegrias e a música, caracterizadamente de domínio público.


Guerreiro


Esse folguedo é representado em Marechal Deodoro por um grupo infantil. Entre as personagens destacam-se: o rei, a rainha, mestre, contra-mestre, palhaços, entre outros. Suas roupas são multicoloridas, mas são os chapéus espelhados e cheios de fitas coloridas que representam a beleza e a riqueza dos trajes.


Toré


Inspirado em dança indígena, o toré apresenta indumentária em palha de coqueiro, com dançarinos enfeitados com diferentes colares.Normalmente as apresentações desse folguedo em Marechal Deodoro são feitas por crianças e, em seus singelos cânticos, pode-se conferir nas letras a identificação dos valores da cultura indígena aos valores da religião do homem branco. As apresentações ainda trazem instrumentos musicais, armas, arco e flecha.

Boi de Carnaval


A brincadeira de boi de carnaval é muito apreciada pelos deodorenses. O folguedo é composto simplesmente por um condutor e pelo boi, formado por uma armação de madeira e recoberto com tecido estampado e multicolorido. Os dois desfilam pelas ruas da cidade acompanhados de um grupo, em busca de dinheiro ou bebida.


Pastoril


Considerado um dos folguedos mais populares de Alagoas, o Pastoril é muito apresentado no período natalino. É formado por cantigas e danças religiosas, alusivas ao nascimento de Cristo. As dançarinas são chamadas de pastoras e dividem-se em dois cordões: o azul e o encarnado. São separadas pela Diana, que veste uma roupa metade azul e metade encarnada. O cordão encarnado é puxado pela Mestra, o cordão azul, pela Contra-Mestra, que tocam pandeiro e maracás.

Todo o ritmo é acompanhado por uma orquestra de pistão, trombone, clarinete, bombardino e bombo. A festa pede sempre a interatividade do público, que escolhe um dos dois cordões como o preferido.


Baianas


As baianas são grupos formados por figurantes femininos, vestidos tradicionalmente, que cantam e dançam ao som de instrumentos de percussão como o bumbo, o tambor e ganzá, com marcação feita por um apito que é usado pela mestra. Dança de enredo indeterminado, seus temas são circunstanciais e líricos.Em Marechal Deodoro a alegria e descontração do folguedo têm como integrantes as mulheres da terceira idade.


Quadrilhas


É a dança mais popular da região Nordeste. Todo o mês de junho se transforma num verdadeiro arraial, onde dançarinos se vestem de “matutos”, com roupas de chitas coloridas e remendadas. As mulheres com seus laços de fitas nos cabelos e os homens com chapéus de palha, animam as noites juninas.

Existem no município de Marechal Deodoro mais de 70 grupos de quadrilhas que, durante as festas juninas, animam as noites com muita alegria e forró.


Música

Os acordes que embalam cinco séculos de gerações

A musicalidade deodorense é uma coisa natural. Os nativos da região costumam dizer que, no município, as crianças já crescem com um pífano na boca. Exageros à parte, o fato é que praticamente todas as famílias possuem ao menos um membro envolvido diretamente com a música.

Essa íntima ligação com as artes musicais está exposta na quantidade de grupos oficiais existentes no município. Algumas filarmônicas e associações oficiais como a Banda de Pífanos “Esquenta Muié”, a Sociedade Filarmônica Santa Cecília e a Filarmônica Manoel Alves Santos representam essa riqueza cultural que passa de geração para geração através dos tempos.

No Encontro Nacional de Coros de Maceió (ENCORAMA), que há cinco anos acontece simultaneamente em Maceió e em Marechal Deodoro, a população marca sua presença anualmente para prestigiar os filhos de sua terra e apreciar os espetáculos ofertados. Este ano, além dos coros oriundos de diversas partes do Brasil, a cidade recebeu uma Tuna Acadêmica de Coimbra (Portugal) – grupo constituído por estudantes que tocam músicas tradicionais lusitanas, embalados pelos belíssimos acordes da guitarra portuguesa e pelo acordeom.


Eventos

Campeonatos de Surf, Festival de Verão, Carnaval, Festa do Pato, Baile Histórico, São João, Festival Lacustre e Encontro Cultural.

[editar] Figuras Ilustres

Eu Amo essa parte


Marechal Deodoro da Fonseca - Primeiro Presidente do Brasil

Hermes Ernesto - Marechal do Exército

Severiano Martins - Marechal e Barão de Alagoas

Pedro Paulino - Coronel e primeiro governador de Alagoas

Hipólito Mendes - Capitão, herói de guerra do Paraguai e como os outros irmãos, morto em combate, em Curupaiti

Eduardo Emiliano - Major, herói de guerra igualmente morto em combate, na batalha de Itororó

João Severiano - General-médico patrono do Serviço de Saúde do Exército, combatente na mesma guerra

Alferes Afonso Aurélio - herói de guerra, morto aos 21 anos na sangrenta batalha de Curupaiti

Antônio Teixeira da Rocha - Barão de Maceió

José Tavares Bastos - inflamado orador e líder político

Cassiano Cândido Tavares Bastos - Jurista e senador federal

Aureliano Cândido Tavares Bastos - deputado geral, jornalista e autor de obras memoráveis no campo das ciências políticas

Alexandre José de Melo Morais - historiador, uma das grandes figuras da intelectualidade brasileira

Rosalvo Ribeiro - pintor de renome nacional

Luiz Monteiro de Amorim Lima - Político e professor

Arriete Vilela - Escritora

José Alexandre Passos - Escritor

Antônio Plácido - Médico

Manoel Sabino Souto - Médico

Aristides Leite Barros - Músico

Edison Camilo de Moraes - Músico

Nelson da Rabeca - símbolo da arte deodorense

Rosa da Fonseca - Mãe do Marechal Deodoro da Fonseca

[editar] Religião

A RELIGIÃO DE MARECHAL É O CATOLICISMO E O NOME DA PADROEIRA É NOSSA SENHORA DA CONÇEIÇÃO .

[editar] Esportes

[editar] Vídeos

[editar] Ver Também

YouTube - Marechal Deodoro

[editar] Referências

IBGE-Censo2010 Demográfico

Prefeitura de Marechal Deodoro

WikiPédia

UOL - Biografias (Marechal Deodoro da Fonseca)

Municípios Alagoanos – Douglas Apratto Tenório: historiador – Rochana Campos: Geógrafa – Cícero Péricles: Economista – Maceió: Instituto Arnon de Mello, 2006

Ferramentas pessoais
Secretaria de Planejamento