Farol

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Bairro da cidade de Maceió.

Tabela de conteúdo

[editar] Origem

Farol no Planalto do Jacutinga


Antiga morada da burguesia vira centro comercial

Os coronéis e barões que moravam em Bebedouro até o início do atual século, foram optando pela parte alta da cidade, por seu clima saudável e a proximidade como Centro da cidade.Farol no Planalto do Jacutinga - Nome Original do Bairro

[editar] Um bairro com vida própria

Quem mora no Farol dispõe de colégios de primeira linha, várias faculdades tais como:Cesmac e Seune consultórios e clínicas, hospitais, escritórios de advogados, engenheiros, arquitetos, emissoras de rádio e TV, supermercado, sacolões (hortifrutigranjeiros), farmácias, butiques, agência dos Correios, bancos, bares, restaurantes, igrejas católicas e evangélicas, postos de combustíveis e outros estabelecimentos comerciais. O bairro tem vida própria. Seus moradores não precisam se deslocar para o Centro, apesar de sua proximidade. Toda a extensão da Moreira e Silva, Tomaz Espíndola e Fernandes Lima, são tomadas pelo comercio e serviços. A Praça do Centenário, deixou de ser uma área residencial, para se tornar num autentico comercio. Bancos como o Bradesco, CEF, Banco do Brasil, e Itaú , mantém agencias no bairro,além de caixas eletrônicos.Tem ainda o maior complexo educacional do país: o antigo Cepa, com vários colégios do nível fundamental ao médio, mantidos pelo estado. A Avenida Fernandes Lima até as proximidades do Quartel do Exército, era toda tomada por mansões onde residiam usineiros, grandes industriais, comerciantes, magistrados e políticos. Hoje, é tudo comércio. As casas antigas, ou foram derrubadas ou descaracterizada, dando lugar a lojas dos mais variados ramos, consultórios médicos, supermercado, agências bancarias e outros estabelecimentos comerciais. Restam algumas mansões em suas transversais. A antiga rua do Seminário (atual Avenida Dom Antonio Brandão), era outra preferida pela burguesia maceioense. Por lá, residiram por muitos anos famílias Maia Nobre, Nogueira, Inojosa de Andrade e outras. Algumas dessas casas foram derrubadas para dar lugar a edifícios e apartamentos. Outras, continuam intactas como a do medico intelectual, Ib Gatto Falcão. O Seminário Arquidiocesano continua lá, com suas linhas arquitetônicas do inicio do século. Para auqueles que buscam momentos de contemplação ou mesmo casais enamorados podem desfrutar do sossego e aconchego da Praça do Centenário e suas árvores e bancos que convidam a um papo gostoso ou divagações sobre a vida e o mundo

[editar] Colégios religiosos se mantêm no Farol

Colégios tradicionais de Maceió,Marista, Sacramento, Madalena Sofia, todos religiosos estão sediados no Farol. Estudar num desses três colégios, é sinônimo de status. É também uma certeza de uma boa formação cultural e religiosa. No Marista além de uma boa formação escolar,seus alunos se destacam nos esportes.Em cada um desses colégios existe uma capela para as cerimônias religiosas. O Sacramento abre as portas de sua capela para a missa dominical assistida por muitos católicos do Farol Neles estudam os filhos dos ricos e da classe media alta. Por suas salas já passaram brilhantes alagoanos, que se notabilizaram em vários segmentos deste país. É também lá, que reside o arcebispo metropolitano, Dom Antônio Muniz Fernandes e ainda tem o seminário, que ao longo dos anos vem formando sacerdotes para o clero alagoano, além da formação de frades franciscanos, no convento dos capuchinhos. Cada um possui seu próprio capelão(sacerdote encarregado de celebrar missas e outras cerimônias religiosas).A alternativa de outros colégios no bairro do farol com mensalidades mais baixas a citar o colégio Cristo Rei e a Escola Nossa Senhora do Amparo.

[editar] Saudosistas lembram dos bondes do Farol

Quem viveu no bairro do Farol nas décadas de 40 e 50, não esquece os bondes que subiam e desciam a ladeira em demanda ao centro da cidade. Era o único meio de transporte, que servia a vários bairros de Maceió, transportando trabalhadores, estudantes, dons de casa e outros passageiros. Tornava-se até mesmo um lazer para a juventude alegre e descontraída que estudava nos colégios do centro, ou aqueles que saiam de outros bairros para estudar no Guido ou no Batista. Nos fins de semana os jovens desciam para o cinema ou pra a praia da Avenida, os principais pontos de lazer naquela época. Se havia festa no Centro (desfiles escolares, carnaval ou qualquer outro acontecimento), o bonde e era que servia para a classe media e até mesmo os ricos,que ainda não dispunha de carro, coisa rara nos anos 40. Até mesmo para o carnaval nos clubes Fênix, Portuguesa, Tênis e Iate (anos 50), as famílias utilizavam o bonde, dançavam a noite inteira e aguardavam amanhecer o dia para usa-lo novamente no retorno ao Farol. Durante o dia , passear de bonde nos fins de semana, era uma excelente opção de lazer. Saiam do Farol ao Trapiche ou a Ponta da Terra. Podia ir até Bebedouro, outro ramal,mais distante, apreciando as belas mansões e a lagoa Mundaú. Só quem viveu a juventude naquela época é quem pode avaliar quanto era saudável o passeio de bonde.

[editar] Referências

http://www.bairrosdemaceio.net/site/index.php?Canal=Bairros&Id=19

Ferramentas pessoais
Secretaria de Planejamento