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Bebida usada em rituais indígenas. Pode ser encontrada em Palmeira dos Índios, onde se localiza o grupo indígena Xucuru-Kariri, os produtores da bebida. Sua composição leva raspas de mandioca, batata doce e milho. Juntando à água, esses ingredientes são fermentados no aribá, um recipiente próprio para o deposito de bebidas sagradas. Tendo uso profano, também pode ser preparado com milho, arroz, açúcar e limão, levando um pouco de gengibre. Deve-se pegar uma quantidade considerável de milho, esmaga-lo com um pilão até torna-lo um xerém. Em seguida, lavamos o xerém, coamos e o guardamos em um aribá durante dois ou três dias. Depois acrescenta-se água e leva-se ao forno, onde esperaremos que mistura ferva por muito tempo. Recomenda-se tapar a boca do pote com folhas de bananeira. Essa bebida corresponde ao "cauim" (bebida alcoólica típica dos índios Tupinambá).

[editar] Referências

  • BARROS, Rachel Rocha de Almeida et alii. 2008. Mapeamento do Patrimônio Cultural Imaterial de Alagoas. IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Ufal - Universidade Federal de Alagoas, ICS - Instituto de Ciências Sociais, LACC - Laboratório da Cidade e do Contemporâneo, FUNDEPES - Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa. Maceió - Alagoas.
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